[Resenha] O Diário de Anne Frank - Diário Gráfico

Informações da Graphic Novel 

Título: O Diário de Anne Frank -  Diário Gráfico (Portugal) / O Diário de Anne Frank em Quadrinhos (Brasil) 

Autores: Anne Frank, Ari Folman 

Páginas: 160

Ano de publicação: 2017 (Portugal e Brasil) 

Editoras: Record (Brasil) e Porto Editora (Portugal) 

Gêneros: Histórico, Guerra, Cotidiano, Família, Romance

Licenciado por: Fundação Anne Frank 

Onde baixar: Comics na Web (PT-PT) 

Onde comprar: Amazon Brasil 


Hoje, dia 27 de janeiro, é o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, de forma que vamos aproveitar esta data para lhes trazer a resenha do famoso livro “O Diário de Anne Frank” ilustrado e adaptado em quadrinhos, no formato de Graphic Novel. 

Nesta adaptação, vemos as principais passagens da vida e do cotidiano da menina Anne, nascida Anneliese Marie Frank, três anos depois de sua irmã Margot Frank (“a perfeitinha”), em 1929. 

A Graphic ilustra com maestria o contexto histórico de Anne Frank, demonstrando claramente como a polícia especial de Hitler trabalhava para tirar os direitos básicos dos judeus, espalhando boatos sobre eles, prejudicando a imagem deles, sendo que eram inocentes. 

Nos quadrinhos, vemos a jornada da família Frank se mudando de país e de cidade, até chegarem ao local onde foi estabelecido o Anexo Secreto, que abrigou um total de 8 pessoas. 

As ilustrações também mostram o quanto toda aquela situação de terrorismo alarmante por parte dos nazistas, mexia com o psicológico de Anne. Por mais forte que fosse, ela tinha consciência de tudo que os judeus estavam passando e, justamente por isso, pensamentos negativos e temores invadiam sua mente, especialmente durante à noite, com dificuldades para dormir. 

Dentre as passagens do cotidiano familiar de Anne, enxergamos o seu temperamento forte e sua intolerância aos caprichos da Madame Van Daan e de sua própria mãe, que mais brigava com ela do que parava para escutá-la, por puro orgulho. 

Em suas inúmeras “cartas” a Kitty (como ficaram conhecidas as páginas de seu diário), Anne revela que detestava ser comparada com sua irmã mais velha, pois, quando os adultos faziam isso, esqueciam que cada um possui uma personalidade distinta e, até o final, Anne quis preservar sua própria identidade, ainda que as comparações com Margot fossem inevitáveis. 

O mais interessante desta adaptação é que não recebemos apenas quadrinhos, como também foram transcritos trechos ou páginas inteiras do diário original, a fim de expressar os mais sinceros sentimentos da garota que, com simplicidade e muita verdade nas palavras, marcou e ainda marca gerações ao redor do mundo. 

À medida em que ambas as irmãs Frank cresciam, os hormônios floresciam, até encontrarem seu primeiro amor. A linda Margot chegou a receber cartas de seu amado, enquanto Anne estava morando com seu parceiro sob o mesmo teto. Anne e Peter eram completamente opostos em personalidade, mas se completavam, a ponto de ambos corresponderem a um sentimento maior que a amizade. 

Os dias passavam e Anne se tornava esperançosa, com a tentativa de assassinato a Hitler, torcendo para que o bem vencesse no final. 

Entretanto, como nem tudo são flores, um delator lhes entregou e, em 1944, um ano antes de a guerra terminar, os 8 moradores do Anexo foram levados pela Gestapo / SS para os campos de concentração, onde sete deles morreram, e o único sobrevivente foi o pai de Anne, o Sr. Otto Frank, que foi o responsável por publicar o diário de sua amada filha, para que a luta e os sonhos de Anne não fossem em vão, servindo de inspiração para milhões de pessoas ao redor do mundo, como um exemplo de resistência e esperança em dias escuros, e como um repúdio a tamanha atrocidade e falta de humanidade por parte de um grupo de pessoas que, movidos por uma mistura de inveja e psicopatia extrema, ceifaram a vida de milhões de inocentes. 


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