Olá, leitores! Como ainda estou na vibe de trazer referências e curiosidades de quadrinhos, hoje vamos falar da saga Monstros do ID, composta por uma trilogia na Primeira Série de TMJ (Edições 16, 17 e 18) voltando a aparecer na Segunda Série em um único volume, que corresponde à edição 49, intitulada “De Médico e Louco”.
A trama da trilogia foi escrita pelo próprio Maurício de Sousa, com o auxílio de sua filha Marina Takeda e Sousa e colaboração do roteirista Marcelo Cassaro.
Neste post, vamos apresentar alguns fatos, curiosidades e referências utilizadas para compor a saga. Vamos lá!
🧠1. Os Monstros do ID possuem nomes em japonês:
🔴Akanin (ID da Mônica), significa “pessoa vermelha”,
🔴Soranin (ID do Cebola) significa “pessoa céu” ou “pessoa celeste”
🔴Kainin (ID do Cascão), significa “pessoa concha”
🔴Bikkuri (ID do Licurgo), significa “susto”
🧠2. A saga se baseia nos conceito de ID, Ego e Superego, determinadas por Sigmund Freud em sua psicanálise.
🧠3. Segundo a teoria de Freud, o ID (que significa “O Isto”, em latim) é o primeiro estágio da mente humana, que rege os instintos naturais mais primitivos em alguém, comum em crianças. Adaptando para o universo de TMJ, os instintos primitivos de cada um são respetivamente:
🔴 Ser mandão (Mônica)
🔴Ser manipulador (Cebola)
🔴Ter medo de água (Cascão)
🔴 Ser gulosa (Magali)
🔴Ser absurdamente louco (Licurgo)
Sob este aspecto, Magali foi a que mais demorou para vencer a própria batalha interna contra sua gula, se controlando cada vez mais com o passar dos anos a ponto de, aos 15 anos, fazer dieta balanceada e ter interesse em nutrição e alimentação saudável.
Ela se demonstrou tão controlada na adolescência, que seu Monstro do ID se tornou o mais fraco de todos, assumindo a forma humana e se tornando garçonete da sorveteria da Terra do ID.
🧠 4. A Terra do ID é uma metáfora para a própria mente humana, em que os instintos primitivos ficam aprisionados no subconsciente e só entram em cena quando nos deixamos levar por emoções fortes e primitivas como raiva, ódio, inveja, ira e medo.
🧠5. A Terra do ID é descrita como um lugar escuro em nosso subconsciente, pois, bem no fundo, nós temos vergonha ou não queremos lembrar / admitir muitos de nossos defeitos, focando apenas em nossas qualidades, sendo essa uma atitude que massageia ainda mais o nosso ego.
🧠6. Quando a Turma vai para a Terra do ID, eles não sabem como chegaram lá, remetendo ao fato de que muitas vezes, o subconsciente “apaga” informações do nosso cérebro automaticamente, quando entramos em transe, hipnose ou quando sonhamos e ao acordar, não lembramos de nada.
🧠7. Quando voltam para o Limoeiro no final da saga, eles não se lembram do que aconteceu, mas sentem que tudo o que viveram naquele universo paralelo foi real, remetendo à ideia de sonho lúcido, um conceito que, na prática, seria mais ou menos o que acontece com a personagem Alice, no final da obra “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll.
🧠8. Licurgo diz que o final de todo Monstro ID é ser subjugado, se referindo ao fato de que o objetivo de todo e qualquer ser humano é dominar seus instintos primitivos e agir de acordo com a moral, agindo corretamente, à medida em que as pessoas crescem e amadurecem.
🧠9. Licurgo diz que a sorveteria do ID é o local mais seguro daquele mundo, pois é onde todos ficam satisfeitos. Em língua de gente, ele afirmou que quando os nossos desejos são satisfeitos, é bem mais fácil controlar o ID, e após a sensação de satisfação, voltamos à normalidade, com o nosso ID e Ego superados pelo Superego.
🧠10. Magali não enxergou seu “lado negro” como um monstro, pois sua consciência a respeito de sua própria personalidade era tão plena e eficaz que ela enxergou aquilo apenas como a parte que precisa ser controlada, mas que, ao mesmo tempo, faz parte de quem ela é. Como ela enxergou ela mesma, sob um outro ângulo essencial de sua personalidade, seu monstro é o único que não possui um nome exótico, sendo chamado apenas de Magali ID.
🧠11. Quanto menos você admite seus erros, menos você enxerga seus próprios defeitos como parte de sua personalidade, como quem não se reconhece sob tais características, deixando-os enterrados ali para, algum dia, voltarem à tona e, por isso Nimbus diz que quanto mais forte é o monstro, mais ele é diferente do dono.
🧠12. Magali foi a única que teve humildade e clareza de consciência suficiente para admitir que o que ela viu na sorveteria era uma parte dela mesma e, por isso, seu ID é idêntica a ela, sendo apenas diferenciada pela roupa de garçonete.
🧠 13. Na edição 15, a Magali ID é vermelha, mas nas edições subsequentes, ela é azul e seu elemento é água. Do contrário, Kainin (ID do Cascão) era azul na edição 16, mas na 17 se tornou vermelho.
🧠14. O Monstro do ID do Cascão é uma concha, mas ironicamente, o elemento associado a ele é a terra, e não a água.
🧠15. O elemento de Mônica / Akanin é o fogo, não apenas por ser vermelho, mas por combinar com a personalidade explosiva de ambos. De acordo com a astrologia ocidental, pessoas associadas ao elemento fogo são impulsivas e líderes (Mônica), mas também tendem a ser agressivos, arrogantes e soberbos (Akanin).
🧠16. Os Monstros do ID não podem enxergar Ângelo (Anjinho), pois como uma criatura celestial e divina, ele não possui ego como os seres humanos.
🧠17. Nimbus é o único da Turma da Mônica que, antes de todos, já havia domado seu monstro interior devido a um treinamento psíquico constante, aprisionando seu monstro em um pote de maionese.
🧠18. O Monstro do ID do Cascão é um é uma concha, pois lembra o mar, remetendo ao seu medo de água. O monstro da Mônica é vermelho e pequeno em alusão à sua roupa vermelha e ao fato de pensar que deve mandar nos outros para se sentir maior, além do fato de Mônica ser chamada de baixinha desde a infância, de modo que Akanin também passou a vida inteira sendo chamado de baixinho e tampinha.
🧠19. O Monstro do ID do Cebola possui asas, em alusão ao fato de que ele deseja alcançar objetivos cada vez mais altos e tão maiores quanto seu próprio ID/Ego, utilizando-se de todos os meios possíveis para conseguir aquilo que deseja. Cebola, no entanto, entendeu que Soranin era uma parte de sua essência e que ambos fazem parte de um mesmo ser.
🧠 20. A caracterização da transformação da Turma em heróis, é uma clara referência aos visuais de Power Rangers e de outros seriados de super esquadrões, como os tokusatsu japoneses.
🧠21. O fato de eles usarem cartas para fazerem pacto com os seus respectivos monstros, possui clara inspiração nos animes de garotas mágicas ou de enredos de magia, em que as protagonistas usam cartas para trocarem de roupas.
🧠 22. A rivalidade entre Akanin e Soranin não é à toa, uma vez que Mônica e Cebola estão sempre discutindo. A rixa entre os monstros também faz alusão à dominação pela força e pela inteligência, pois como o próprio Cebola jogou na cara da Mônica várias outras vezes: “tem coisas que você precisa de cérebro para resolver”
🧠23. Durante a saga, Akanin humilhou Cebola, em referência ao alto teor de ciúmes que a Mônica tem sobre ele, a ponto de ser possessiva, enquanto Soranin, assumindo a forma humana de Cebola, beijou todas as garotas do Limoeiro, em uma clara referência não apenas ao fato de Cebola realmente querer beijá-las, mas principalmente para ser uma oposição ferrenha à possessividade irracional de Mônica, demonstrando da forma mais cruel que Cebola poderia ter quantas e quais garotas ele bem quisesse, não se limitando apenas a ela.
🧠24. Na trilogia, vemos as diferentes nuances de cada um; Mônica mostra que além da força bruta, ela possui a força que vem de seu coração e do amor de seus amigos. Cebola mostra que inteligência de verdade é ter autodomínio, enquanto Cascão demonstra que maior que o nosso medo, deve ser a coragem de arriscar, para conquistar o que se quer. E Magali nos ensina a importante lição de nunca ignorar nenhuma das partes de nossa personalidade, pois somos todos compostos de qualidades e defeitos, e é exatamente isso que nos torna únicos e especiais.
🧠25. No final da saga, todos já sabiam que Bikkuri era o Monstro do Licurgo, menos Cascão e Ângelo.
🧠 26. A saga mostra brevemente o motivo de Licurgo ser louco; ele tinha uma antiga paixão quando era mais jovem, mas sua namorada, que era tão doida quanto ele, o abandonou, deixando-o louco, pois não sabia como reagir àquilo. A história de Licurgo, portanto, mostra que a insanidade mental vem de uma instabilidade emocional incontrolável e, quando as emoções tendem a ser maiores que a sua razão, a pessoa se perde em si mesma.
Estes foram os 26 fatos sobre TMJ Monstros do ID
Espero que tenham gostado
Beijos e até a próxima,
Rebeca Arimi

































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