[Resenha completa e comparativa] Turma da Mônica Laços: Graphic MSP + Filme Live Action


Informações da obra 

Título: Turma da Mônica: Laços 

Baseado nos personagens de: Maurício de Sousa 

Graphic Novel de: Vitor e Lu Cafaggi 

Um filme de: Paris Filmes 

Duração do filme: 96 minutos 

Gênero: Amizade, Cotidiano e Aventura 


Minha avaliação 

Graphic lida em: 10/02/2024

Filme assistido em: 10/02/2024

Nota da Graphic MSP: 9,5/10

Nota do filme: 8/10


ATENÇÃO: Esta resenha foi originalmente escrita em 2024 e publicada no blog antigo (Cantinho das Xarás), mas como eu não mudei de opinião de lá para cá, então estou republicando aqui, neste novo endereço


Nesta história que protagoniza os nossos queridos personagens Mônica, Magali, Cebolinha e Cascão, temos como missão encontrar o Floquinho, que sumiu de casa. 

O enredo é baseado na Graphic Novel ilustrada e roteirizada pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi, porém com bastante diferenças no quesito personagens secundários e inclusão de muitas cenas. 

O filme começa com Cebolinha e Cascão bolando um plano contra Mônica, algo que não tinha no original. A Graphic Novel é mais centrada no Cebolinha e em sua família e na amizade que ele formou com o cachorro ao longo do tempo. 

Os irmãos Cafaggi, com ilustrações delicadas e bom uso das palavras e da sua arte, conseguiram inserir maior sensibilidade na história com os flashbacks do Cebolinha quando conheceu o Floquinho pela primeira vez, comovendo o leitor. Esse aspecto foi algo que senti muita falta no longa metragem: a sensibilidade nas entrelinhas para emocionar quem assiste.

Pensando assim, para a ideia da graphic, os laços não se restringem à amizade dos quatro companheiros, mas ao vínculo que Cebolinha possui com seu cão, algo bem mais explícito nos quadrinhos e mostrando a pureza do amor de uma criança por algo. Parece mais um relato das lembranças de um menino, em meio a uma aventura para recuperar seu precioso amigo. 

Em contrapartida, o longa-metragem transmitiu a ideia de ser puramente uma aventura entre amigos para buscar um cachorro a todo custo, mas sem a emoção necessária. 

A cena semelhante a ambos, é aquela em que Cebolinha fica de cama, triste pelo sumiço do Floquinho. Todavia, a frase: “Esse não é o Cebola que eu conheço”, nos quadrinhos é dita por Cascão, e na live action, proferida por Mônica. 

A parte interessante do início do filme é que, quando a Turma vai distribuir folhetos procurando o Floquinho (outra cena comum em ambas as produções), Maurício de Sousa faz uma participação especial como um jornaleiro que, apesar de não ter visto o cãozinho, se simpatiza com as crianças.

Para dar mais dinamismo à história, os Cafaggi não investiram no quesito familiar dos personagens. Eles saem em busca do Floquinho, acampam na floresta e ninguém se dá conta de início, só no final que a dona Cebola telefona ao seu filho perguntando onde está e se está bem. Mesmo sabendo os motivos, não deixa de ser uma falha (a única, na minha opinião, senão seria perfeito), algo que felizmente a live-action conseguiu suprir adicionando os pais dos outros três personagens (Mônica, Magali e Cascão)  para procurá-los, além de procurar o cachorro também. 

Quanto aos personagens, os que são comuns em ambos são: o homem do saco e um grupo de crianças valentonas, que são um obstáculo para a Turma. Uma delas, inclusive, é interpretada por Isa Nakahara, que fez parte da novela Carinha de Anjo, há anos. Ela está tão mocinha e mudada que eu nem mesmo a reconheci! 

Outro deles, esteve nas mãos de Kaleb Figueiredo, que também esteve em Carinha de Anjo, na época compondo o núcleo adolescente da novela. Neste filme, o personagem de Kaleb que diz a direção para a Turma começar a procurar: o Parque das Andorinhas, neste quesito sendo fiel ao original. 

Em relação aos personagens secundários, Xabéu participa de ambas as produções, entretanto, alguns apareceram apenas em uma delas. Vejamos a seguir: 

No início da graphic, aparecem Carmen, Denise e o pai do Xaveco, porém estes não foram incluídos no filme. Titi e Aninha, que também fazem ponta nos quadrinhos iniciais, dão as caras somente no final do longa-metragem. 

Em compensação, APENAS no filme, temos a presença do Louco, interpretado por Rodrigo Santoro. Achei interessantíssimo e muito inteligente incluírem o Louco na trama, que inicialmente é focada em Cebolinha e o referido personagem só aparece nos gibis dele e contracena apenas com ele, de forma que alguns criaram a teoria de que o Louco só existe na imaginação do Cebolinha, muito embora esteja comprovado pela sua própria estreia de que ele é real, pois se trata de alguém que fugiu do hospício e foi habitar o Limoeiro. Como é de praxe do personagem, ele chamou o garoto de Cenourinha, no filme também. (é nome de comida, dá um desconto) 

Em relação à história em si, vemos a importância da amizade e da união em momentos difíceis. Contudo, em uma das cenas percebemos o quanto Cebolinha é orgulhoso e se acha mais inteligente do que seus amigos, entrando em conflito com Mônica, que naturalmente possui gênio forte. Nesta cena, podemos perceber o potencial dos atores Kevin Vechiatto e Giulia Benite ao interpretarem Cebolinha e Mônica, pois ambos colocaram muita energia ao fazê-lo. Estão de parabéns!

Apesar dos conflitos e desavenças, estão sempre juntos, pois a força da amizade é maior do que qualquer desentendimento. Magali e Cascão estão sempre ali para acalentar os ânimos e foram muito bem interpretados por Laura Rauseo e Gabriel Moreira. 

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